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domingo, 20 de agosto de 2017

UM MUNDO DE AVENTURAS

Para quem gosta de adrenalina, o Estado tem diversão de todos os tipos – seja em terra, água ou ar

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Tangará é uma pequena cidade no Oeste de Santa Catarina. Seus quase oito mil habitantes descendem de portugueses, alemães e italianos que certamente escolheram aquelas terras mais pelas opções de trabalho do que pela busca de aventuras radicais. Se não fossem os pontos coloridos no céu em dias de sol que lembram pipas de crianças, pouca coisa na cidade daria indícios daquele que é hoje um de seus maiores atrativos. Tangará, que já se chamou Rio Bonito e nasceu às margens da Estrada de Ferro criada para ligar o Estado de São Paulo ao Rio Grande do Sul, é atualmente a capital catarinense do voo livre. Nos dias claros, o céu fica colorido com os parapentes e asas-deltas saídos do Morro Agudo, a mais de 1.700 metros de altitude. Para praticantes do esporte, a cidade é um dos dez melhores lugares do mundo para voos livres – seu sistema de correntes termais permite voar mais alto e mais longe.

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Como Tangará, existem dezenas de regiões de Santa Catarina que se destacam na oferta de esportes de aventura, cujo interesse é crescente no País todo. Segundo pesquisa realizada pela Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), o número de pessoas que procuraram a prática no Brasil subiu 43% de 2012 para 2014. O setor cresce a uma taxa anual média superior a 10% e reúne mais de 2 mil empresas, para um mercado de 4,3 milhões de turistas.

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O potencial aventureiro de Santa Catarina, porém, é natural. Montanhas, florestas, praias e as temperaturas amenas fazem do Estado um dos principais destinos do segmento no Brasil. Apesar disso, foi só recentemente que esse potencial começou a ser explorado em toda sua magnitude. No começo de 2015, por exemplo, o governo conseguiu a aprovação de uma lei para a criação de um complexo de turismo de aventura de 16 mil metros quadrados na Serra do Rio do Rastro. É lá, em Urubici que há 12 anos acontece o Desafrio, prova de 52 quilômetros de corrida subindo a serra em pleno inverno. 

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Aliás, descer (ou subir) a Serra do Rio do Rastro dirigindo também é uma aventura. A SC-438, que corta a serra, tem 284 curvas – algumas com quase 180° – e subidas íngremes. Conforme o turista se acostuma com essa verdadeira montanha-russa rodoviária, a apreensão dá lugar ao prazer de dirigir em um dos locais mais belos do País, numa das rodovias mais incríveis do mundo – na região estão também a caverna Rio dos Bugres, 35 cachoeiras, 14 rios e nove cânions. Passeios a cavalo, em 4x4 e trilhas a pé fazem parte de quase todos os pacotes de viagem para a região.

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No litoral e no interior, há boas estradas para trekking e trilhas de mountain biking. Por dentro da Mata Atlântica, atravessam costões e morros à beira-mar e cortam vales e montanhas no interior do Estado. Já o circuito do Vale Europeu tem trajeto que foge das estradas de asfalto e prioriza as estreitas estradas de terra. Nos 300 quilômetros de pedaladas (há roteiros menores e menos exigentes), pedala-se pelo vale dos rios, indo de Timbó até Rodeio, sobe-se a serra em direção às represas, a 700 m de altitude, com belos mirantes, e são frequentes os trechos em que a estrada se embrenha na mata. Cachoeiras e cascatas estão em toda parte e é comum ver praticantes de rapel, cascading e canoying pendurados em cordas nas pedras ou debaixo das quedas d'água. Também são comuns os adeptos do arvorismo se equilibrando em árvores e cordas nos parques do entorno da serra. 

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A quantidade de rios e o relevo da região faz de Santa Catarina um dos melhores pontos do Brasil para o rafting. Considerado um dos melhores do Brasil para a prática do esporte, o rio Itajaí-Açu e seus afluentes, no Vale do Itajaí, servem tanto ao aventureiro experiente, quanto ao iniciante. Em uma escala de 1 a 6, o rio tem corredeiras do nível 2 ao máximo. Só os atletas mais experientes encaram os níveis mais altos. Comercialmente, opera-se até o 4+, o que já garante bastante emoção, porque se trata de um rio veloz e volumoso. Operadoras credenciadas oferecem passeios com diferentes graus de dificuldade. 

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Para se aventurar na água sem o nível Indiana Jones de emoção, a canoagem e o mergulho são boas alternativas. Vários balneários, rios, lagoas e parques no interior do Estado oferecem atividades do tipo. Mas é na Reserva Marinha Biológica do Arvoredo, próxima a Florianópolis e Bombinhas, que está um dos principais pontos do ecoturismo catarinense. Considerado o melhor local para a prática do mergulho autônomo no Sul do Brasil, o lugar é abrigo natural de algumas espécies marinhas raras e ameaçadas, além de ser a única reserva federal com remanescentes de Mata Atlântica. 

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Formada pelas Ilhas do Arvoredo, Galé, Deserta, o Calhau de São Pedro e uma grande área marinha que circunda o arquipélago, a região, localizada entre a Baía de Zimbros, em Bombinhas, e o norte da Ilha de Santa Catarina, é preservada por decreto e possui 17.600 hectares, sendo 98% ocupados por área marinha.

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O litoral de Santa Catarina, aliás, é uma espécie de berçário das baleias-francas. De junho a novembro, elas deixam a Antártida para dar à luz e amamentar os filhotes nas águas de Imbituba, Garopaba e Palhoça, principalmente. É possível vê-las da praia com facilidade, mas há expedições embarcadas que levam os turistas a poucos metros dos grandes mamíferos, alguns com mais de 17 metros de comprimento.

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Parapentes brasileiros exportados para mais de 70 países

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Quem olha em direção ao Morro Boa Vista, em Jaraguá do Sul, percebe os pontos coloridos no céu como confetes. São os parapentes que cortam a paisagem da cidade, muitos deles fabricados ali mesmo pela Sol Paraglaiders, única fábrica de parapentes da América Latina. Aberta ao público, a fábrica virou ponto turístico para os praticantes que visitam o município para voar. Com o esporte em ascensão, o que inclui mais de 20 cursos de voo só nos Estado de Santa Catarina, os parapentes da Sol Paraglaiders são vendidos em lojas de 72 países. Seus 14 funcionários produzem, em média, 120 parapentes por mês, além de itens de vestuário esportivo e segurança. Do total da produção, pelo menos 35% são exportados.

sábado, 5 de agosto de 2017

ESTADO DE CONTEMPLAÇÃO

Não é preciso ser adepto dos esportes de aventura para aproveitar a grande biodiversidade que Santa Catarina oferece

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Quando se pensa em ecoturismo, muitas vezes o que vem à mente é o turismo de aventura, com trilhas, tirolesas, rapel e destinado a pessoas com algum preparo físico e muita disposição. Mas não precisa ser sempre assim. Em Santa Catarina, turistas encontram opções para ficar mais próximos da natureza sem precisar abusar da adrenalina – ou do fôlego.

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Localizado entre a Serra Catarinense, os Campos da Boa Vista e o Vale Europeu, o Sítio Alto Paraíso oferece aos visitantes a oportunidade de estar em meio à natureza de forma tranquila e sustentável. 


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Se plantar e colher não fazem parte do seu roteiro de descanso, a região dos cânions catarinenses pode ser uma opção mais adequada. Cânion é o termo usado na geologia para designar um vale profundo com paredes abruptas em forma de penhascos (também conhecido como "garganta"). Conhecida como a "Capital Catarinense dos Cânions", a cidade de Praia Grande, localizada entre Florianópolis e Porto Alegre, concentra as principais opções de hospedagem e oferece infraestrutura bem-preparada para quem quer conhecer a região. A partir de Praia Grande, pode-se fazer diversos passeios para sete cânions e aproveitar as cachoeiras, piscinas naturais e grande variedade de vegetação. Um dos maiores do País, o Cânion do Itaimbezinho localiza-se dentro do Parque Aparados da Serra e é o mais famoso da área. As paredes rochosas de mais de 130 milhões de anos chegam a 720 metros de altura, tornando a experiência impressionante. 

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Existem duas trilhas a serem percorridas dentro do Itaimbezinho, ambas permitindo contato profundo e contemplativo com a natureza, por meio de sua hidrografia, vegetação, formação geográfica do cânion, impacto ambiental, adaptação do ambiente e fauna associada, com destaque para a grande diversidade de pássaros na região.

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A biodiversidade na região é vasta, com aproximadamente 150 espécies de mamíferos, 140 de anfíbios e 1.150 de borboletas e mariposas. Não por acaso está situado ali o maior museu entomológico da América Latina, o Fritz Plaumann. Localizada no município de Seara, Oeste do Estado, a instituição abriga mais de 80 mil exemplares de 17 mil espécies diferentes de insetos, com destaque para a enorme coleção de borboletas. O museu foi fundado pela prefeitura de Seara em 1988 a partir do acervo de Fritz Plaumann, pesquisador autodidata que viveu na região e dedicou sua vida à coleta e catalogação de insetos – das espécies expostas, 1.500 foram descobertas por Plaumann.

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

NATUREZA EM ALTA

O clima frio de inverno propicia diversas atividades ao ar livre, que estão cada vez mais desenvolvidas, e quem ganha com isso são os turistas

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Turismo rural, ecoturismo e esportes de aventura. Estas são algumas atrações para aproveitar o inverno em Santa Catarina. Com natureza em abundância, o Estado oferece passeios para todos os gostos e bolsos, que vão de caminhadas, trilhas e cavalgadas à observação de pássaros e baleias.


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E é também a região precursora do turismo rural no Brasil, que tem na cidade de Lages seu principal polo de atração. Quem busca esse tipo de atividade turística não pode perder a região serrana, onde diversos estabelecimentos oferecem a possibilidade de o visitante vivenciar o dia a dia caipira como se estivesse em uma fazenda produtiva local. Há também pousadas dedicadas às atividades ao ar livre, como caminhadas, passeios a cavalo e contemplação do meio rural.

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Para os mais aventureiros, a dica é buscar lugares equipados para a prática de tirolesa, pêndulo, rapel, arvorismo, escalada, entre outros. E, se preferir algo menos radical, opte pela canoagem, possível de ser feita em vários balneários, rios, lagoas e parques no interior de Santa Catarina. Além das atividades campestres – como participar das lidas campeiras, ordenha de animais, cavalgadas, passeios ecológicos e pesca –, o frio também é propício para visitar vinícolas, conhecer o processo produtivo e degustar vinhos da região. O principal do enoturismo fica no Vale do Contestado e na Serra Catarinense.


neve rio negrinho-SC

E não é apenas o meio rural que atrai visitantes durante o inverno. Entre junho e novembro, centenas de baleias da espécie Franca deixam as águas geladas da Patagônia e vão dar à luz e amamentar seus filhotes na costa catarinense. Nesta época, a região que vai de Içara até Florianópolis se transforma em uma grande área de proteção ambiental desses mamíferos. Uma dica é ficar em Imbituba ou Garopaba, pois são praias onde as baleias costumam ser vistas com mais frequência. Já quem prefere a pescaria encontra baías, praias e costões propícios para a atividade. A pesca do robalo é uma grande atração na Baía de Babitonga, no litoral norte, enquanto as trutas dos rios de águas claras, em meio a vales e montanhas, chamam a atenção dos que buscam a pesca esportiva.

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Para aquecer, em meio à temperatura mais amena, nada melhor do que apreciar as delícias gastronômicas da região, como o pinhão e o churrasco fogo de chão, além dos vinhos catarinenses. Como o Estado é pequeno, a poucas distâncias é possível encontrar naturezas e geografias diferentes.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

INVERNO - O MELHOR DA ESTAÇÃO EM SANTA CATARINA

Estrada cênica
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Uma cerração teimosa e neve eventual são grandes problemas em qualquer estrada. Não aqui. Claro, atenção redobrada é default, mas a subida entre Lauro Müller e Bom Jardim da Serra fica mais emocionante e, não só, muito mais bonita nessas condições - bastante frequentes. Partindo da pequenina Lauro Müller, de onde já se enxergam as montanhas, são 16 quilômetros sossegados, em asfalto, até chegar ao trecho de concreto, bem mais bacana. Mate a fome com os pastéis sequinhos do Bugio da Serra (SC-438, km 15, 49/3491-2622) antes de encarar a subida íngreme, com cotovelos e muitos mirantes, que, além de facilitar a direção pelas curvas de 180 graus, convidam a uma parada para fotos - os contrafortes e a própria estrada são ótimos cenários.
 Neve 
São Joaquim, julho de 1957. Uma nevasca de mais de seis horas acumulou cerca de 1,30 metro de neve. De lá para cá, o fenômeno não se repetiu com tanta intensidade.
Pousada
Rota dos Cânions, Bom Jardim da Serra
O hotel-fazenda está entre o mirante da Serra do Rio do Rastro e Bom Jardim. Os quartos têm lareira, aquecedor, cama queen-size e uma rede em varanda envidraçada. http://www.hotelfazendarotadoscanions.com.br/
Tirolesa
1 200 metros 
Adventure Park, de Lages 
700 metros
São Joaquim não precisa de mais predicados para chamar atenção. Mas a vinícola Villa Francioni é super. Seus vinhos estão entre os melhores do Brasil e a construção é linda, com milhares de tijolos de demolição e um projeto que usa com inteligência os desníveis do terreno. http://www.villafrancioni.com.br/

domingo, 29 de maio de 2016

DESTINOS DE INVERNO ECONÔMICOS



A cidade respira a influência de seus imigrantes alemães: mais de 70% de seus moradores possuem ascendência germânica, fato notado nos costumes e na arquitetura enxaimel da cidade. Porcelana, ovos pintados e chocolate estão entre os principais destaques nas compras. Em julho, visitantes podem aproveitar dois eventos: o Festival Gastronômico e a Festa do Colono, que celebra seus colonizadores com grupos folclóricos, comida típica e bingos. Aproveite para visitar o zoológico, considerado o maior de Santa Catarina e ideal pra ir com crianças.




Nada menos que as cidade mais frias do Brasil, podendo até nevar! Em Urubici, foi registrada a menor temperatura do país: -17,8°C. Os vinhos também são a grande atração de São Joaquim: a vinícola Monte Agudo oferece um farto piquenique a seus visitantes, enquanto a Villa Francioni chama atenção pela arquitetura repleta de vitrais e mosaicos. Entre as principais atrações, está a Serra do Rio do Rastro, que liga as montanhas ao litoral catarinense, e o Morro da Igreja.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

APROVEITE AS BAIXAS TEMPERATURAS


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Em Joinville, milhares de turistas enfrentam as baixas temperaturas para acompanhar o tradicional Festival de Dança, no mês de julho. Divirta-se com passeios pelos vários museus da cidade, tours pela gastronomia típica alemã ou trilhas na mata.

CIDADE DE INVERNO

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No triângulo entre São Joaquim, Urupema e Urubici, temperaturas abaixo de zero e neve ocasional fazem a alegria dos turistas. A disputa pelo título de cidade mais fria do Brasil é acirrada (e tem dezenas de outros pretendentes), mas Urubici destaca-se por um centrinho agradável, boas opções gastronômicas, pousadas de qualidade e uma natureza de recortes deslumbrantes. A Pedra Furada e o Morro da Igreja estão entre as melhores atrações da região, assim como a Serra do Rio do Rastro, na vizinha Bom Jardim da Serra.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

DESTINOS DE INVERNO

Um bom vinho, lareira, cobertor... Parece um programa perfeito para o inverno, não é? Mas, contrariando quem pensa que a estação mais fria do ano só serve para ficar em casa, vários destinos catarinenses provam que dá para curtir o frio com boa comida, muita cultura e belas paisagens.

Bem diferentes das belas praias catarinenses, São Joaquim é o destino certo para quem teve de adiar as férias de julho, já que, a 1.353 metros de altitude, as baixas temperaturas seguem até outubro. No final de setembro, as flores das macieiras e cerejeiras enchem o cenário de cor, mas vale lembrar que, mesmo nessa época, os blusões de lã continuam indispensáveis para quem está por lá.