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sábado, 4 de novembro de 2017

CULTURA PARA TODA A FAMÍLIA

De balé a sambaqui, os museus e teatros do Estado guardam histórias que agradam crianças e idosos

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Viajar para Santa Catarina pode significar também experimentar uma divertida aula de história, arte e cultura. O Estado oferece uma programação diversificada e riquíssima, que pode ser explorada por aqueles que desejam fugir do lugar comum. Sugestões de museus, teatros, galerias e muito outros atrativos que os visitantes podem explorar com toda a família.


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Em Joinville, por exemplo, está a única Escola do Bolshoi fora da Rússia. A unidade brasileira é um celeiro de novos bailarinos de uma das principais companhias de balé do mundo. Inaugurada há 15 anos, a Escola do Teatro Bolshoi tem um catálogo de espetáculos com peças como o Quebra Nozes e Dom Quixote, entre outros espetáculos de balé clássico e também de dança contemporânea. Ainda em Joinville, temos um dos principais museus que preservam a memória de seus habitantes pré-históricos. Trata-se do Museu Arqueológico de Sambaqui. Quem visita o local se surpreende com a beleza e exuberância dos sambaquis, construções de conchas feitas pelos primeiros grupos de caçadores, pescadores e coletores a habitar o País. A importância do trabalho do museu está na preservação dos sambaquis, que já foram amplamente destruídos para a produção de cal durante a urbanização da cidade. Além disso, o museu conta com diversos programas de pesquisa nas áreas de arqueologia, geologia, geografia, entre outras, para produção de conteúdo científico e entendimento sobre a relação da sociedade com o patrimônio arqueológico. A cidade de Joinville possui ainda cerca de 150 sítios arqueológicos do tipo sambaquis, com alguns monumentais, que chegam a ter mais de 8 metros de altura. 


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Apresentação da Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville.

Prefeitura tem 30 dias para criar condições que protejam o Museu de Sambaqui das enchentes Salmo Duarte/Agencia RBS
Museu Arqueológico de Sambaqui

O Museu do Homem do Sambaqui, em Florianópolis, também é outra opção para conhecer mais sobre a beleza e importância de valor cultural do sambaqui para o Estado catarinense. Ele foi criado pelo jesuíta, professor e arqueólogo João Alfredo Rohr, considerado o pai da arqueologia catarinense, e lá se encontra todo o material educativo e acadêmico produzido por ele. Se o interesse for contemplar uma exposição de arte, visite o Museu de Arte de Santa Catarina, também em Florianópolis. O local foi inaugurado no final da década de 1940, em um momento de efervescência da arte moderna no País, por isso, inicialmente se chamou Museu de Arte Moderna de Santa Catarina. Hoje, seu acervo é composto por mais de 1.700 obras, incluindo trabalhos de grandes artistas nacionais, como Di Cavalcanti, Portinari e Tarsila do Amaral. Eduardo Dias, Malinverni Filho, Rodrigo de Haro e Vera Sabino são alguns dos artistas locais que têm suas produções expostas no museu. 

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Museu do Homem do Sambaqui

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Museu de Arte de Santa Catarina

Outra atração imperdível é o Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul. Este é o único museu voltado exclusivamente para embarcações no Brasil, possuindo modelos de todas as regiões, inclusive o utilizado por Amyr Klink para atravessar o Oceano Atlântico. Há ainda uma biblioteca para aqueles que quiserem se aprofundar no tema. Cenas do cotidiano do mar em tamanho natural e instrumentos de pesca e navegação também compõem o passeio. A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim é outra curiosidade ligada ao mar. Localizada na entrada da Baía Norte, no município de Governador Celso Ramos, a Fortaleza foi a principal fortificação do sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina. Foi construída entre 1739 e 1744, tem de 2.678 metros quadrados de área construída e 60 canhões. 

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Museu Nacional do Mar

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Fortaleza Santa Cruz de Anhatomirim 

Os apaixonados por automobilismo têm diversão garantida no Museu Ayrton Senna, em Camboriú. Há aproximadamente 1,5 mil peças, entre capacetes, minicarros, macacão e outros objetos do piloto, originais ou réplicas. 

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Museu Ayrton Senna

Teatro para todos
Um programa cultural surpreendente para os turistas é uma visita ao teatro. O Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), em Florianópolis, tem como principal característica a atmosfera envolvente entre palco e plateia, proporcionada por suas linhas arquitetônicas. Patrimônio tombado desde 1988, está aberto à visitação e recebe periodicamente iniciativas artísticas. Possui uma estrutura composta por plateia, frisas, camarote e balcão e comporta um total de 461 espectadores.
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Teatro Álvaro de Carvalho (TAC)

Desde 1939, o Teatro Carlos Gomes é o local dos principais acontecimentos culturais de Blumenau. Possui palco giratório – existem apenas quatro com esse recurso em todo o Brasil – e capacidade para 1.170 pessoas. Além das manifestações culturais, oferece escola de balé, teatro, dança e orquestra. 


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Teatro Carlos Gomes - Blumenau

Já imaginou se deparar com um prédio em forma de piano? Inaugurado em 2003, o Teatro Alfredo Sigwalt, em Joaçaba, realiza ensaios da Banda Carlos Gomes, do Coral Fratelli d'Itália e apresentações do Festival de Dança de Joaçaba. 

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Teatro Alfredo Sigwalt -Joaçaba

Curiosidades que valem a pena
Poucos sabem que Blumenau é a cidade com maior número de agremiações de atiradores do mundo. Os colonizadores praticavam tiro por defesa de territórios, porém, atualmente, a atividade está voltada a campeonatos esportivos, competições e festas típicas. Só na cidade, existem 40 clubes de tiro ao alvo. 

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Clubes de Caça e Tiro de Blumenau

Em Ituporanga, uma atração turística curiosa é a casa giratória. Ela foi construída sobre um círculo de aço com roldanas que possibilitam girar a casa e deixar a sombra sempre no local desejado.  


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Casa giratória

Atração para toda família, o parque, em Brusque, reúne mais de 40 obras grandes confeccionadas em mármore por artistas consagrados nacional e internacionalmente, entre eles Oscar Niemeyer, Amilcar de Castro e Gio Pomodoro. O acervo do parque foi criado para as edições do Simpósio Internacional de Esculturas de Brusque, que ocorreram entre 2001 e 2007. O local fica a céu aberto e a entrada é gratuita. Uma das peças de maior destaque é a de Niemeyer. Nomeada como Tortura Nunca Mais, faz uma alusão ao período ditatorial vivido pelo Brasil. 


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parque das esculturas brusque

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

SISTEMA DE FORTIFICAÇÕES DA ILHA DE SANTA CATARINA - PATRIMÔNIO MATERIAL EM SC

Florianópolis possui o maior conjunto de fortalezas do Brasil. Construídos pelos portugueses no século XVIII, quando Portugal e Espanha disputavam as terras do sul do continente, os fortes serviam de proteção para impedir as invasões espanholas.

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Esse conjunto, Patrimônio Histórico Nacional, permaneceu abandonado e em ruínas ao longo de muitos anos. Atualmente, as fortalezas – gerenciadas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – são os principais pontos de atração turístico-cultural da região de Florianópolis, sendo visitadas anualmente por mais de 300 mil pessoas. Conhecê-las significa desfrutar de uma verdadeira viagem no tempo.

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O tombamento do Sistema de Fortificações - integrado pelas fortalezas de Santo Antônio de Ratones, de São José da Ponta Grossa, de Anhatomirim e de Santana - foi concluído após a década de 1970, com a proteção da Fortaleza Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba e do Forte Santa Bárbara. 

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SÃO FRANCISCO DO SUL - PATRIMÔNIO MATERIAL EM SC

Cidade histórica, pacata e tranquila com 150 prédios tombados como Patrimônio Histórico e Artístico. A natureza na ilha de São Francisco é bem generosa, praias e baías exuberantes que convidam ao banho, surfe, pesca e passeios de barco.

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Fundada em 1504, foi a primeira povoação criada em Santa Catarina e a terceira do Brasil. Colonizada por açorianos ainda no século XVIII, desenvolveu-se às margens da Baía da Babitonga, um maravilhoso arquipélago formado por 14 belas ilhas. O município está localizado em Santa Catarina , o segundo estado que mais recebe estrangeiros do Brasil, com praias como a Praia do Molhe, que oferece condições ideais para a prática de esportes náuticos como o Surfe e o Bodyboard; a Praia da Saudade ou Prainha, uma das mais bonitas e mais procuradas pelos surfistas, onde acontecem os grandes campeonatos de surfe; e a Praia Grande, preferida dos pescadores e naturistas. As praias do Balneário de Paulas são de águas calmas ricas em peixe e mariscos, que constituem a base da alimentação daquela comunidade e é uma das principais fontes de renda dos moradores.

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O núcleo original da cidade - com 400 imóveis - foi tombado pelo Iphan, em 1987. Antigos casarios em estilo colonial, sambaquis, antigas igrejas, cerca de 150 casas e monumentos estão sob a proteção federal. No conjunto urbano está o centro cívico e religioso e, no seu entorno, funcionam comércio e prestação de serviços. Localizada na Baía de Babitonga (litoral de Santa Catarina), é uma das povoações mais antigas do Brasil. A cidade recebeu, ao longo da sua história, navegadores de diversas nacionalidades, principalmente franceses e espanhóis. A região, habitada pelos índios Carijó, conviveu algum tempo com a expedição do francês Binot Paulmier de Gonneville, comandante da expedição que partira da França, um ano antes, e desembarcou nas praias da Babitonga, em 1504. 

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LAGUNA - PATRIMÔNIO MATERIAL EM SC

Terra de Anita Garibaldi, Laguna foi onde nasceu a heroína brasileira e viveu durante a Revolução Farroupilha com seu amado Giuseppe. Toda essa história e acontecimentos estão bem contatos no Museu Anita Garibaldi e em sua antiga casa, no Centro Histórico.

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Mas, Laguna vai além das histórias. As belas praias também convidam os turistas para curtir o veraneio na região. Gi e de Itapirubá são as praias concorridas para banhos, enquanto que Tamborete, do Cardoso e Gravatá são ótimas para surf. A Prainha é point dos jovens e abriga o Farol de Santa Marta com uma bela vista panorâmica do litoral de Laguna. A temporada das Baleias Francas em Laguna atraem muitos observadores. Outra atração é a pesca com auxílio dos botos em Laguna.

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Tombado pelo Iphan em 1985, o centro histórico da cidade formou-se a partir do porto original onde estão cerca de 600 imóveis - foi a terceira povoação portuguesa no litoral de Santa Catarina. De seu extenso território original desmembraram-se duas capitais: Florianópolis (SC), e Porto Alegre (RS). Além de outras edificações, está protegido o Marco de Tordesilhas, relativo ao pacto assinado em 1494 entre Portugal e Espanha, que fixava uma linha divisória a 370 léguas a oeste de Cabo Verde, passando ao Norte, no Pará, e ao Sul, em Laguna, dividindo assim as terras da América entre as duas coroas. Terra natal de Anita Garibaldi, Laguna testemunhou importantes momentos da Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos), entre 1835 e 1845. Em 1839, o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, os líderes David Canabarro e Teixeira Nunes, além dos soldados farroupilhas, conquistam a Vila de Laguna, declarando a República Catarinense, sob o comando de Jerônimo de Castilho. 

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terça-feira, 5 de setembro de 2017

ITAIÓPOLIS - PATRIMÔNIO MATERIAL EM SC

Rico mosaico de etnias, esse município de 20 mil habitantes está situado a 920 m de altitude no Planalto Norte . Descendentes de poloneses, ucranianos, alemães, italianos, caboclos e indígenas conservam suas tradições e um estilo de vida tranquilo. Mais da metade da população vive na zona rural. Seus campos de araucárias e paisagens rurais, não raras vezes envoltos em neblina durante a manhã, são um belo espetáculo.

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Itaiópolis tem apostado na sua vocação para o turismo religioso, histórico-cultural e ecológico. Itaiópolis é conhecida como "Pequena Varsóvia". Na Igreja de Santo Estanislau, a maior construída por imigrantes na América Latina, ainda são celebradas missas no idioma dos imigrantes. A igreja está localizada em uma vila com casas típicas polonesas. Uma procissão que se realiza todos os anos no segundo domingo da Quaresma reúne 10 mil fiéis. A mais antiga igreja de rito ucraniano católico no Brasil está em Itaiópolis. Ela foi construída em 1895 por imigrantes da Ucrânia.

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Antiga rota de tropeiros que faziam a ligação comercial entre o Sudeste e o Sul em lombo de mulas, o município é hoje uma opção para os apreciadores de trekking e bóia-cross. Itaiópolis está a 330 km de distância de Florianópolis e 135 km de Curitiba.


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Itaiópolis, é um dos municípios que integram o Projeto Roteiros Nacionais de Imigração, desenvolvido pelo Iphan, e recebeu a chancela de Paisagem Cultural Brasileira. Este instrumento de preservação do patrimônio cultural, diferente do tombamento, foi instituído em 2009 para proteger uma porção peculiar do território nacional, representativa do processo de interação do homem com o meio natural, à qual a vida e a ciência humana imprimiram marcas ou atribuíram valores.


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Como em outros municípios catarinenses, foi beneficiado o patrimônio cultural formado por propriedades rurais, casas, ranchos, hortas, pomares, jardins, dialetos, culinária, festividades e tradições agrícolas dos imigrantes, que vieram para o Brasil a partir do Século XIX. O núcleo urbano de Alto Paraguaçu, distrito desse município, possui uma parcela significativa do patrimônio dos imigrantes da área rural dos municípios de Santa Catarina. 

sábado, 2 de setembro de 2017

MUITA CULTURA E HISTÓRIA

Museus, teatros e registros históricos fazem parte das experiências nada óbvias que Santa Catarina oferece


Os barcos que geralmente aparecem no horizonte nas fotos dos turistas que vistam Santa Catarina também podem ser vistos, sob um novo olhar, no Museu Nacional do Mar, um dos mais importantes do País. Visitar o museu é se sentir no mar sem ir à praia. As 18 salas do prédio estão repletas de embarcações e histórias: miniaturas de caravelas, saveiros, baleeiros reais e uma sala dedicada a Amyr Klink e a embarcação que utilizou para atravessar o Atlântico sozinho durante 100 dias. O fato é que as belezas naturais do Estado e sua vocação para o turismo guardam também muitas surpresas. Museus como o do Mar, o patrimônio arquitetônico criado pelos colonos alemães e italianos, as igrejas centenárias, os sítios arqueológicos, as reservas indígenas (das etnias Kaingang, Guarani e Xokleng); e monumentos sobre a história do Brasil que estão espalhados pelo Estado trazem a mesma beleza que encanta os turistas em busca da natureza, ainda que sem a mesma fama. 


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Santa Catarina foi colonizada por povos de diferentes etnias. Passou por invasões, revoltas e revoluções separatistas ao longo de sua história. Enquanto o litoral guarda vestígios de um passado remoto, o interior do Estado está repleto de caminhos e resquícios do desbravamento e da colonização do Brasil. A Coxilha Rica, em Lages, é prova disso. Em uma área rural com mais de 100 quilômetros de extensão com potencial para o turismo de aventura e o histórico estão os longos muros de taipa erguidos no século XVIII e estradas por onde passavam os tropeiros e que recentemente foram descobertas para trilhas de off-roads e turismo rural, com fazendas abertas à visitação, estalagem e alimentação.

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Depois da chegada dos portugueses, Santa Catarina recebeu ao longo dos séculos levas de imigrantes alemães, italianos e, em menor número, açorianos, poloneses, ucranianos, holandeses, austríacos e japoneses. Ao todo, 22 conjuntos arquitetônicos tombados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), além das edificações tombadas pelo Estado e pelos municípios, preservam importantes acervos históricos de cada região.

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A arquitetura típica e os monumentos espalhados pelo Estado remetem à cultura de seus colonizadores. O casario típico açoriano é encontrado em quase todos os municípios do litoral. Outros municípios como Urussanga, Orleans (com destaque para a Casa Barzan, monumento da colonização italiana) e Nova Veneza (que tem até uma gôndola italiana) são repletos de prédios de influência italiana, construídos com tábuas largas, lambrequins e varandões. Os prédios com arquitetura alemã aparecem em cidades como São Pedro de Alcântara (primeira colônia germânica catarinense), Blumenau, Joinville e, principalmente, Pomerode, com mais de 300 construções desse estilo incluídas no circuito turístico Rota do Enxaimel. 

Igrejas Centenárias

Parte da riqueza arquitetônica catarinense, as igrejas de diferentes épocas e estilos seguem a trajetória da colonização do Estado, revelando as influências dos imigrantes europeus. Pelas mãos dos portugueses, em Governador Celso Ramos, foi construída a primeira igreja do Estado, de 1745, e em Penha, a Capela São João Batista, erguida em 1759 – com uma das mais belas vistas da baía da Armação do Itapocorói. Em Blumenau, a Igreja Luterana do Espírito Santo foi feita ao gosto neogótico dos alemães e, em Papanduva, a colônia ucraniana influenciou a construção da Igreja Ucraniana Santo Antônio de Pádua, com características bizantinas.


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Além da arquitetura, hábitos europeus também ficaram pelas regiões do Estado. Desde 1851, ao abrirem espaço na Mata Atlântica para a construção de suas casas e povoados, os novos moradores se deparavam com espécies de orquídeas até então desconhecidas. Encantados pela beleza das flores nativas, os moradores passaram a recolher as plantas e a comparar as variedades. Surgia assim um dos principais eventos do Estado, a Festa da Flores de Joinville.

Estado é o quarto maior produtor

Para os antigos gregos, as orquídeas eram sinal de virilidade e fertilidade; os ingleses viam a flor como símbolo da riqueza, exclusividade, bom gosto e refinamento. No Japão feudal, uma orquídea rara e exótica, conhecida como a orquídea do samurai, representava bravura e coragem. Em Santa Catarina, uma orquídea (a Laelia purpurata), que pode ser encontrada frequentemente em todo o litoral, é a flor símbolo do Estado por motivos históricos. Descoberta em 1847 por François Devos na costa da então Província Imperial de Santa Catarina, atualmente o município de Florianópolis, foi levada para a Europa e floriu pela primeira vez fora de seu habitat natural e de seu país em uma estufa na Inglaterra no ano de 1852. No mesmo ano foi exibida à Royal Horticulture Society em Londres, proporcionando desta maneira o seu estudo, sua descrição e classificação.

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Mais de 130 anos depois de sua descoberta, em 21 de julho de 1983, foi escolhida como um dos símbolos de Santa Catarina com a promulgação da Lei Estadual nº 6.255, pelo então governador Esperidião Amim. Fora os eventos que escolheram a flor como símbolo do Estado, Santa Catarina tem tendência à floricultura. É o quarto maior produtor de flores do Brasil, mercado que tem crescido e movimentado cifras na casa dos bilhões de reais, e tem diversas atrações para quem gosta de floricultura.

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Joinville é um dos principais polos produtores do Estado e há 77 anos celebra a Festa das Flores. A preferência catarinense pela orquídea também encontra respaldo na festa, onde elas são protagonistas. Neste ano, mais de 4,5 mil exemplares da planta farão parte da festa que acontece entre os dias 17 e 22 de novembro, no Expoville. Apesar da grande quantidade de parques no Estado, só em 2015 Santa Catarina ganhou oficialmente um Jardim Botânico reconhecido pelo Sistema Nacional de Jardins Botânicos (SNJB) e pelo Ministério do Meio Ambiente.

Onde apreciar plantas pelo estado:

O prédio onde funciona o herbário é um dos pontos turísticos de Itajaí. Idealizado pelo padre e ex-diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Raulino Reitz, a instituição tem 42 mil plantas da flora catarinense e outras 11 mil de Estados vizinhos. 

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Brusque ficou famosa pela festa do Marreco, mas também tem relevância botânica. No Parque Zoobotânico, com 120.000 m2 em meio à Mata Atlântica, estão expostas cerca de 300 espécies de plantas exóticas e algumas em perigo de extinção. 

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Um dos cinco relógios de flores do Brasil também está em Santa Catarina. Inaugurado há 15 anos para celebrar o aniversário de 150 anos de Blumenau, o relógio tem engrenagem elétrica e espécies de flores trocadas regularmente. 

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sábado, 18 de março de 2017

AULA DE HISTÓRIA A CÉU ABERTO EM BLUMENAU

Uma das cidades mais visitadas do sul do Brasil, Blumenau tem roteiro histórico que contempla a história e a cultura em diversos atrativos turísticos.

Todo turista acaba, mesmo que nem queira, tendo uma aula de história. Mas Blumenau tem um roteiro histórico que é realmente uma aula a céu aberto. Uma das cidades mais visitadas do sul do Brasil contempla história e cultura através de diversos atrativos turísticos, em um passeio que encanta os visitantes.

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O roteiro começa na Ponte Aldo Pereira de Andrade (Ponte de Ferro), passa por prédios antigos e contemporâneos da Rua XV de Novembro e termina na curva do Rio Itajaí-Açu, perto do antigo Paço Municipal e sede da administração no período colonial. O mais gostoso é que todo o passeio pode ser feito a pé.

Atrações:
- Ponte de Ferro
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O material para a construção da Ponte Aldo Pereira de Andrade, inaugurada em 1931, veio da Alemanha. Ela possui 315 metros de extensão e 18 metros de altura. Até aproximadamente 1970, serviu de passagem para o trem que ia de Blumenau a Itajaí, o que rendeu o apelido de "ponte da estrada de ferro". Atualmente, a ponte serve de ligação entre o centro da cidade e o bairro Ponta Aguda. Bem perto da ponte, no ponto de chegada dos 17 primeiros imigrantes, foi construído um mirante, lugar privilegiado para quem quer tirar lindas fotos.
- Praça da Paz
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Foi inaugurada em 2006 como parte das comemorações dos 100 anos do Rotary Clube de Blumenau. A grande atração da praça é um monumento artesanal (mãos abertas segurando um globo) feito de aço inox e com 2 metros de diâmetro.
- Praça Victor Konder
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Inaugurada em 1928, possui como atrativos o Marco Comemorativo à Independência do Brasil, o Monumento da Poesia e o busto de Victor Konder. 
- Monumento aos 150 anos de Blumenau
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Inaugurado em 2000, o monumento é obra do artista Evaldo Freygang. Ela exibe um mapa da cidade com duas pegadas humanas, que representam a chegada dos imigrantes.
- Prédio da prefeitura
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Inaugurado em 1982, o prédio era antes sede da antiga Estação Ferroviária. A construção imita edificações do período colonial. Uma das maiores prefeituras de Santa Catarina, é também um dos prédios mais fotografados.
- Locomotiva Macuca 
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Primeira locomotiva de Blumenau, hoje é atrativo turístico. Foi importada da Alemanha em 1908. O apelido "Macuca" foi dado devido à semelhança com a ave macuco, já que o apito lembrava o pio da ave e o ruído da descarga da caldeira parecia com o som produzido pelas asas.
- Relógio das Flores
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Também foi inaugurado em homenagem aos 150 anos de Blumenau, em 2000. Funciona através de energia elétrica e é um dos cinco do Brasil. Os outros ficam em Poços de Caldas (MG), Petrópolis (RJ), Curitiba (PR) e Garanhuns (PE).
- Rua XV de Novembro
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Antes conhecida como Wurstrasse (Rua da Linguiça), por ser estreita e cheia de curvas. Com a expansão da colônia, ganhou o nome de Rua do Comércio. Foi a primeira rua calçada em Santa Catarina, em 1929. Atualmente, é o palco dos desfiles da Oktoberfest, das comemorações do aniversário de Blumenau, entre outras coisas.
- Teatro Carlos Gomes
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Construído em 1939, o teatro é palco dos grandes acontecimentos culturais de Blumenau. Possui um dos quatro palcos giratórios do Brasil e tem capacidade para 1170 pessoas.
- Feira de Artesanato
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O prédio da Feira de Artesanato foi construído na década de 40, em estilo art déco. Desde 1988 lá são vendidos trabalhos de mais de 40 artesãos.
- Castelinho da Havan
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Construído em 1978 pelo empresário Udo Schadrack, é uma réplica da prefeitura de Michelstadt, cidade no sul da Alemanha. É o segundo atrativo mais fotografado do sul do Brasil, ficando atrás apenas das Cataratas do Iguaçu.
- Catedral de São Paulo Apóstolo
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Inaugurado em 1958, o moderno templo católico contém em seu interior vitrais com belos efeitos de luminosidade e coloração. Possui uma imponente torre com 45 metros de altura, com três sinos eletrônicos que representam Jesus, Maria e José. Imagens esculpidas em cedro incorporam a fachada da entrada principal. O relógio foi trazido da Alemanha em 1930 e pesa 484 quilos. Curiosidade: No ano 2000, ganhou o status de catedral.   
- Praça Dr. Blumenau
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Inaugurada em agosto de 1949, em homenagem ao fundador da cidade. Palco de grandes eventos políticos e culturais, construída em terreno doado pela família Werner. A partir de 2001, um mosaico composto de cacos de piso e azulejos, de autoria do artista Antônio Rozicki. retrata o fundador da cidade.   
- Mausoléu Dr. Blumenau 
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Inaugurado em setembro de 1974, abriga os restos mortais do Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau, fundador da cidade, e de seus familiares, além de um monumento em sua homenagem.
- Fundação Cultural de Blumenau
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Sede da Colônia de Blumenau (1875). A partir de 1939, com a remodelação e ampliação do prédio, passou a abrigar além da Prefeitura Municipal, o Fórum e as repartições Judiciais e Policiais. Foi parcialmente destruída pelo incêndio em 1958. Junto com arquivos históricos do município. O prédio foi reconstruído e inaugurado no ano de 2001. Hoje, nele também está o Museu de Arte de Blumenau, com acervo de mais de 400 obras e exposições o ano todo, e é sede da Fundação Cultural de Blumenau. 
- Alameda Duque de Caxias (Rua das Palmeiras)
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Foi a primeira rua planejada da colônia. Denominada pelos imigrantes "Boulevard Wendenburg". As primeiras palmeiras imperiais da colônia foram plantadas em 1876, no centro da via.
- Museu da Família Colonial  
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Complexo museológico aberto ao público em 1967, formado por três casas-museu. O acervo é formado por móveis, utensílios domésticos, maquinário e peças do cotidiano dos imigrantes.  
- Igreja Luterana Centro 
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Foi inaugurada em 1877, pertence à comunidade Luterana de Blumenau. Anexo à Igreja está o cemitério, onde estão sepultados vários imigrantes colonizadores e seus descendentes de confissão Luterana. Curiosidade: Os primeiros imigrantes da Colônia em Blumenau eram de confissão Luterana. Somente após 25 anos é que vieram as grandes levas de Católicos de nacionalidade italiana.   
- Praça Hercílio Luz
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Nos tempos da colônia, o local era o principal ponto de reuniões da cidade que não parava de crescer. Compreende o Marco dos Primeiros Imigrantes, o Monumento Voluntários da Pátria, o Museu da Cerveja, o Biergarten (Jardim da Cerveja) e o Monumento com Poema de Lindolf Bell. Ao entardecer, enquanto degusta cerveja artesanal, o visitante pode contemplar o pôr-do-sol e as belezas do Rio Itajaí-Açu.