sábado, 5 de agosto de 2017

ESTADO DE CONTEMPLAÇÃO

Não é preciso ser adepto dos esportes de aventura para aproveitar a grande biodiversidade que Santa Catarina oferece
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Quando se pensa em ecoturismo, muitas vezes o que vem à mente é o turismo de aventura, com trilhas, tirolesas, rapel e destinado a pessoas com algum preparo físico e muita disposição. Mas não precisa ser sempre assim. Em Santa Catarina, turistas encontram opções para ficar mais próximos da natureza sem precisar abusar da adrenalina – ou do fôlego.
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Localizado entre a Serra Catarinense, os Campos da Boa Vista e o Vale Europeu, o Sítio Alto Paraíso oferece aos visitantes a oportunidade de estar em meio à natureza de forma tranquila e sustentável. 
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Se plantar e colher não fazem parte do seu roteiro de descanso, a região dos cânions catarinenses pode ser uma opção mais adequada. Cânion é o termo usado na geologia para designar um vale profundo com paredes abruptas em forma de penhascos (também conhecido como "garganta"). Conhecida como a "Capital Catarinense dos Cânions", a cidade de Praia Grande, localizada entre Florianópolis e Porto Alegre, concentra as principais opções de hospedagem e oferece infraestrutura bem-preparada para quem quer conhecer a região. A partir de Praia Grande, pode-se fazer diversos passeios para sete cânions e aproveitar as cachoeiras, piscinas naturais e grande variedade de vegetação. Um dos maiores do País, o Cânion do Itaimbezinho localiza-se dentro do Parque Aparados da Serra e é o mais famoso da área. As paredes rochosas de mais de 130 milhões de anos chegam a 720 metros de altura, tornando a experiência impressionante. 
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Existem duas trilhas a serem percorridas dentro do Itaimbezinho, ambas permitindo contato profundo e contemplativo com a natureza, por meio de sua hidrografia, vegetação, formação geográfica do cânion, impacto ambiental, adaptação do ambiente e fauna associada, com destaque para a grande diversidade de pássaros na região.
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A biodiversidade na região é vasta, com aproximadamente 150 espécies de mamíferos, 140 de anfíbios e 1.150 de borboletas e mariposas. Não por acaso está situado ali o maior museu entomológico da América Latina, o Fritz Plaumann. Localizada no município de Seara, Oeste do Estado, a instituição abriga mais de 80 mil exemplares de 17 mil espécies diferentes de insetos, com destaque para a enorme coleção de borboletas. O museu foi fundado pela prefeitura de Seara em 1988 a partir do acervo de Fritz Plaumann, pesquisador autodidata que viveu na região e dedicou sua vida à coleta e catalogação de insetos – das espécies expostas, 1.500 foram descobertas por Plaumann.
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

NATUREZA EM ALTA

O clima frio de inverno propicia diversas atividades ao ar livre, que estão cada vez mais desenvolvidas, e quem ganha com isso são os turistas

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Turismo rural, ecoturismo e esportes de aventura. Estas são algumas atrações para aproveitar o inverno em Santa Catarina. Com natureza em abundância, o Estado oferece passeios para todos os gostos e bolsos, que vão de caminhadas, trilhas e cavalgadas à observação de pássaros e baleias.


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E é também a região precursora do turismo rural no Brasil, que tem na cidade de Lages seu principal polo de atração. Quem busca esse tipo de atividade turística não pode perder a região serrana, onde diversos estabelecimentos oferecem a possibilidade de o visitante vivenciar o dia a dia caipira como se estivesse em uma fazenda produtiva local. Há também pousadas dedicadas às atividades ao ar livre, como caminhadas, passeios a cavalo e contemplação do meio rural.

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Para os mais aventureiros, a dica é buscar lugares equipados para a prática de tirolesa, pêndulo, rapel, arvorismo, escalada, entre outros. E, se preferir algo menos radical, opte pela canoagem, possível de ser feita em vários balneários, rios, lagoas e parques no interior de Santa Catarina. Além das atividades campestres – como participar das lidas campeiras, ordenha de animais, cavalgadas, passeios ecológicos e pesca –, o frio também é propício para visitar vinícolas, conhecer o processo produtivo e degustar vinhos da região. O principal do enoturismo fica no Vale do Contestado e na Serra Catarinense.


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E não é apenas o meio rural que atrai visitantes durante o inverno. Entre junho e novembro, centenas de baleias da espécie Franca deixam as águas geladas da Patagônia e vão dar à luz e amamentar seus filhotes na costa catarinense. Nesta época, a região que vai de Içara até Florianópolis se transforma em uma grande área de proteção ambiental desses mamíferos. Uma dica é ficar em Imbituba ou Garopaba, pois são praias onde as baleias costumam ser vistas com mais frequência. Já quem prefere a pescaria encontra baías, praias e costões propícios para a atividade. A pesca do robalo é uma grande atração na Baía de Babitonga, no litoral norte, enquanto as trutas dos rios de águas claras, em meio a vales e montanhas, chamam a atenção dos que buscam a pesca esportiva.

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Para aquecer, em meio à temperatura mais amena, nada melhor do que apreciar as delícias gastronômicas da região, como o pinhão e o churrasco fogo de chão, além dos vinhos catarinenses. Como o Estado é pequeno, a poucas distâncias é possível encontrar naturezas e geografias diferentes.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

TEMPEROS MISTURADOS

A gastronomia catarinense apresenta pratos com características de diversos países do Velho Continente. São iguarias que se mantêm tradicionais até hoje, mesmo com as tendências contemporâneas na culinária.

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Um Estado com muitas influências europeias. Assim é Santa Catarina. Ao longo dos anos, pessoas de diferentes nacionalidades ocuparam partes da região e a mistura dessas distintas origens moldou não apenas a cultura como também a gastronomia do Estado. Santa Catarina recebeu várias etnias, contudo, algumas se sobressaem: os descendentes de italianos representam 45% da população; os alemães, 35%; os açorianos, 8% e os poloneses, 5%. 

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As migrações europeias em Santa Catarina tiveram início, efetivamente, no século 18 com os portugueses das ilhas do Arquipélago dos Açores, enviados por Portugal para efetivar a ocupação do território catarinense e ainda resolver problemas de excesso de população da ilha de onde vinham.

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Em meados do século 19, foi a vez da chegada dos alemães. Eles adaptaram suas receitas aos ingredientes locais. Já os italianos chegaram perto de 1880, apresentando a culinária e as técnicas de conservas que fazem parte até hoje da cozinha de Santa Catarina. 


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A chegada dos estrangeiros incorporou à gastronomia local novos sabores. A maionese de batatas nada mais é do que a kartoffelsalad, salada de batata de receita trazida pelos imigrantes germânicos. Assim como em São Paulo, o macarrão – ou "a pasta" italiana – é largamente consumida em Santa Catarina. Da influência italiana (principalmente daqueles do norte da Itália) veio também a farinha de milho (fubá) para produção da polenta. 

Futuro garantido

Se até agora a influência estrangeira se manteve presente na gastronomia, como saber se ela não se perderá com o tempo? Será possível que as tradições sejam conservadas mesmo com as novas tendências da culinária? "Algumas coisas se perdem, é natural. Por exemplo, poucos descendentes de açorianos ainda usam a mandioca como principal guarnição. 


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Atualmente, Santa Catarina conta com muitos eventos gastronômicos que proporcionam ao turista uma oportunidade para saborear pratos típicos e dão uma ideia do alto impacto da influência europeia na culinária local. Festa do Pinhão, Oktobertanz, Tirolerfest, Festa da OvelhaFenaostra, Marejada e Oktoberfest são maneiras de relembrar as tradições e mantê-las vivas na memória da população.


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sábado, 10 de junho de 2017

CERVEJA PARA TODOS

As cervejas artesanais já são uma tradição em Santa Catarina. Aproveite esses roteiros para conhecer algumas das melhores do Estado.

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O Vale do Contestado está repleto de cervejarias e belezas naturais. Vale uma visita!
Para quem gosta de vinho, em Treze Tílias também há uma vinícola e em Videira, outras duas.

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O circuíto do Vale Europeu possui nove cervejarias que produzem pelo menos mais de um rótulo da bebida. No total, são 63 rótulos. Por isso, a visita terá que ser um pouco mais longa se quiser explorar toda a região.
Blumenau é a cidade com o maior número de cervejarias (quatro cervejarias) e de rótulos 34 ao todo.

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Rótulos dos Vales: 
Contestado 
• Canoinhas: Cervejaria Canoinhense - 4 rótulos
• Caçador: Cervejaria Patrona - 6 rótulos
Videira: Basement - 5 rótulos

Europeu
• Blumenau: Cervejaria Eisenbahn - 13 rótulos, 
                        Cervejaria Bierland - 13 rótulos,
                        Container British Beer - 5 rótulos, 
                       Wunder Bier - 3 rótulos
Gaspar: Das Bier (BrewPub) - 8 rótulos
Pomerode: Cervejaria Schornstein - 6 rótulos
Timbó: Cervejaria Bork - 4 rótulos
• Guabiruba: Kiezen Ruw - 6 rótulos




FAÇA COMO OS NATIVOS

Apreciar o melhor da culinária açoriana em Florianópolis é uma ótima opção para os dias sem praia e sol.



Se há algo que não combina com o verão é se fartar de comer: o corpo perde líquido e a capacidade de metabolizar gordura cai, a temperatura dos pratos briga com o calor ambiente e a culpa de ter deixado para o próximo verão a dieta e o exercício é petisco comum antes de toda refeição. Sendo assim, quando o assunto é comida, passado o verão é que a vida em Florianópolis fica melhor. É a chance de experimentar peixe com pirão sem suar e se refestelar à sombra depois do almoço. 


Em Florianópolis, come-se basicamente peixes e frutos do mar. Identificar turistas é fácil: pediu sequência de camarão? Turista. Comeu dúzias de ostras? Turista. A culinária tradicional da ilha, influenciada pelos portugueses das ilhas do Arquipélago dos Açores, que desembarcaram em Florianópolis no século XVIII, é conhecida por nativos e moradores, mas pouco explorada por visitantes. 


Os manés mais autênticos são fãs de banana frita na banha de porco, pirão de farinha de mandioca fina para acompanhar o peixe, taioba refogada, galinha caipira com mamão verde, fritada de ostra, fritada de berbigão (vôngole), batata doce cozida no caldo de feijão, carne com batata, cacuanga (uma massa feita com farinha de mandioca, fubá, ovos e açúcar, embrulhada em folha de bananeira), rosca de polvilho, bijus (ou beijus), cuscuz crocantes e consertada (bebida típica feita à base de café, cachaça e especiarias, ideal para as noites frias). Comer ensopado de berbigão no Rancho Açoriano e caldeirada de camarão no Samburá afasta a imagem de turista comum, ainda que não faça de todo turista um manezinho.


Em Ribeirão da Ilha, estão as maiores fazendas de cultivo de ostras e mariscos da cidade. É lá que se come as ostras mais frescas em restaurantes com vista para a Baía Sul e o Morro do Cambirela. Santo Antônio de Lisboa é a parte mais açoriana da ilha: um lugar bucólico, artístico e, também, boêmio. A caminhada entre os casarões preserva os ares de um Brasil português. Visitar a Casa Açoriana Artes e Tramóias Ilhôas é de lei e comer em um dos restaurantes à beira-mar, como o Freguesia Bar e a Marisqueira Sintra, ao pôr-do-sol é indispensável.


Foi só recentemente que a capital catarinense encontrou o ponto de equilíbrio entre dois extremos do turismo. Suas praias isoladas e quase selvagens foram descobertas por turistas aventureiros. O serviço se adequou ao novo padrão de consumo, mas a ilha conseguiu manter sua identidade com a convivência do provinciano e cosmopolita. Prova disso é a Costa da Lagoa, povoado isolado na margem interior da Lagoa da Conceição, acessível apenas por barcos. Apesar das lanchas que atracam nos restaurantes, o lugar preserva certo bucolismo com os montes cobertos de mata ao redor e água transparente para mergulhos.