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quinta-feira, 18 de maio de 2017

HERANÇA DOS TROPEIROS

A introdução do churrasco nos costumes do Estado remonta à época quando os tropeiros cruzavam a região. A proximidade com o Rio Grande do Sul também influenciou o costume.

Churrasco do Sul - Churrascarias merecedoras de belos elogios podem ser encontradas por todo o país. Na região podemos encontrar também o chimarrão, bebida feita com erva mate, vinhos, trazidos por italianos, o barreado, típico do Paraná, e as tortas de maçã de Santa Catarina:

Todo sábado, os hóspedes do hotel do Rio do Rastro Eco Resort se reúnem no Galpão Crioulo para vivenciar uma festa campeira, típica da região. O ritual ocorre há nove anos e é uma maneira de transmitir aos turistas um pouco das tradições da Serra de Santa Catarina. No centro das atenções está um prato que muita gente não sabe que é típico da região: o churrasco feito no fogo de chão. Herança da corrente migratória dos tropeiros, o churrasco segue presente não apenas nas festas catarinenses, como é prato corriqueiro nas casas da população. 

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No século XIX, o território catarinense era cortado por tropeiros que faziam a travessia de gado entre São Paulo e o Rio Grande do Sul. Durante as pausas rápidas para descanso, os animais eram abatidos para alimentar as tropas famintas e o churrasco era preparado em fogo de chão e temperado com cinzas. Este costume da preparação da carne na brasa aos poucos foi introduzindo-se à região.


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A influência dos tropeiros nos costumes culturais ocorreu naturalmente. Eles deixaram sua marca, sobretudo, na culinária local, que, além das interferências de fora, de colonos e imigrantes, também foi influenciada pela cultura serrana e campeira. Este é o caso do feijão-tropeiro, do arroz de carreteiro e, claro, do churrasco com chimarrão, influência da proximidade com os gaúchos, misturado ao uso do delicioso fruto das araucárias, o pinhão. 

Particularidades

Cada região de Santa Catarina prepara o churrasco de uma forma. Onde havia circulação de tropeiros, ele é preparado tradicionalmente. Peças grandes de carne de gado ou ovelha, no espeto de madeira assado direto na brasa ou no fogo de chão. Em outras regiões, como no litoral catarinense, muitas vezes, o churrasco é feito em filés com aproximadamente dois ou três dedos de espessura, que vão rapidamente ao fogo muito alto, o que deixa a carne macia e suculenta.



Uma das especificidades do churrasco catarinense é a carne fresca. A carne bovina é curtida no sal por aproximadamente 12 horas antes de virar um suculento churrasco. Quem participa do ritual do Rio do Rastro Eco Resort tem a oportunidade de provar a iguaria. "Maturamos a carne de boi em um dia e apenas no dia seguinte ela vai para o espeto", relata Ivan Cascaes, proprietário do hotel. Lá o churrasco é feito tanto na churrasqueira normal quanto no fogo de chão, que nessa época em que predomina o frio, serve também para as pessoas se aquecerem. Entre os acompanhamentos servidos está a tradicional paçoca de pinhão. 


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O típico churrasco catarinense contém carne bovina, salsichão, ave e, em alguns momentos, a carne suína. O preparo catarinense envolve deixar as carnes como aves e suínos em tempero de um dia para outro em uma vinha d'alhos. Esta herança é decorrência da influência da colonização italiana, que trouxe este costume para o preparo do churrasco catarinense. 


Churrasco não é tudo igual
Apesar da proximidade, a maneira catarinense de preparar a carne difere da gaúcha
Gaúcho 

 Temperado apenas com sal grosso.
 A costela é a carne predileta.
 Preparo em fogo de chão e assando as carnes mais afastadas do fogo, para que cozinhem devagar e fiquem macias.
 Servido pelo churrasqueiro no espeto diretamente ao consumidor à mesa.

Brasileiros | Brazilians # Gaúchos # Churrasco # Chimarrão:

Catarinense

 Peças grandes, geralmente, assadas em churrasqueiras, na grelha, mais próximas ao fogo para que sua cocção seja rápida, mantendo a carne macia e suculenta.
 Temperado em salmoura ou sal grosso. Também usam temperos variados, como vinha d'alhos.
 Nas festas de igreja, são servidos os filés americanos temperados em salmoura e assados na grelha, chamados chuletas.
 A carne é servida já cortada em pedaços menores ou lascas para as pessoas comerem durante o preparo da carne.

(Priscila Forone / Gazeta do Povo)




terça-feira, 16 de maio de 2017

ROTEIRO NA SERRA CATARINENSE

A Serra Catarinense é ideal para um roteiro de dois ou três dias. O local registra algumas das temperaturas mais baixas do Brasil e no inverno, se der sorte, é possível ver neve. A região compreende 17 municípios, a maioria com menos de 20 mil habitantes. Para conhecê-la, uma boa pedida é reservar hotel em Urubici ou São Joaquim.
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O que visitar

 Morro da Igreja, Pedra Furada e Cascata Véu de Noiva

A cerca de 30 km do centro de Urubici, o Morro da Igreja é o ponto habitado mais alto de toda a região sul do Brasil (1.822 m de altitude). Do alto, pode-se apreciar a Pedra Furada, cartão postal da Serra Catarinense. No caminho até o morro, vale a pena passar na Cascata Véu de Noiva, que possui uma queda de aproximadamente 62 metros. 


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 Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Também em Urubici e rodeada por natureza, a gruta tem uma queda d'água de 10 metros de altura e uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes em seu interior. 


 São Joaquim

A cidade conhecida por suas maçãs, vinhos e neve tem cativado os turistas. Reserve um dia para passear pelas praças Cesário Amarante e João Ribeiro, onde está a Igreja Matriz (construída com pedra basalto), conhecer a escadaria Belvedere e visitar os museus Histórico Municipal e de Artes de São Joaquim. 


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Onde ficar

 Rio do Rastro Eco Resort - Bom Jardim da Serra

Localizado no cânion da Serra do Rio do Rastro, este resort oferece vista privilegiada da região. 


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 Serra Bela Hospedaria Rural - Urubici 
O hotel fica no caminho que leva às montanhas e cânions do Morro da Igreja. 

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O QUE FAZER EM LAGES

Turistas podem ter experiências típicas da fazenda, como cavalgadas, ordenha de vacas, pescarias, churrasco à moda gaúcha e festas típicas nos famosos galpões crioulos, regadas a música campeira e comida feita em fogão a lenha...
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Visitar fazendas de Turismo RuralLages foi uma das primeiras cidades que transformaram, em meados dos anos 80, estas fazendas em hotéis, oferecendo ao turista a oportunidade de ficar próximo à natureza.

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- O Museu Histórico Thiago de Castro, localizado no antigo Fórum da Comarca de Lages, é o maior acervo particular documental da cidade, com fotos de Lages e de Santa Catarina. Além disso, possui biblioteca com obras raras.

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- Uma escadaria com mais de 500 degraus leva ao Morro da Cruz, onde há peregrinações há mais de meio século.

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- Salto do Rio das Caveiras: Cascata e barragem da primeira Usina Hidrelétrica da região.

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- O Parque Ecológico João José Theodoro da Costa Neto, que tem 234 hectares preservados, exibe belos pinheiros nativos com até 20 metros de altura, além de várias outras árvores centenárias.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

FRUTOS DA SERRA CATARINENSE

Duas frutas são "estrelas" na Serra Catarinense: a maçã, pelos famosos pomares, e as uvas, que dão origem a vinhos de primeira qualidade.

Serra Catarinense tem belezas capazes de encantar qualquer turista que goste do contato com a natureza. Mas a região tem também sabores especiais. E dois deles, pelo menos, vêm de frutas: a maçã, que tem como maiores produtores do Brasil as cidades de São Joaquim e Urubici, e a uva, que dá origem a vinhos de primeira qualidade, como os produzidos pela Villa Francioni, em São Joaquim

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Produtora de 350 mil toneladas de maçã por ano, a Serra Catarinense é especialista em maçã Fuji, cultivada apenas em regiões com mais de 1200 metros de altitude e com cerca de mil horas de frio abaixo de 7 graus por ano. Além de Santa Catarina, esse tipo de maçã só é cultivada na Nova Zelândia, Austrália, Estados Unidos (na Califórnia) e no Japão (no Monte Fuji, onde foi descoberta). 

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Já a Villa Francioni oferece visita guiada a suas dependências, além de degustação dos seus vinhos. Fundada pelo empresário Dilor de Freitas, em 2001, a vinícola tem 4.478,57 metros quadrados e capacidade para produzir 300 mil garrafas por ano. Os vinhedos de São Joaquim, que têm dez variedades de uvas plantadas, estão entre os mais elevados do país, a uma altitude de 1260 metros. A Villa Francioni tem uma filial em Bom Retiro, com 11 variedades. 

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Quem for à vinícola pode, ainda, ver exposições no museu que funciona lá. Artistas como Camille Claudel e Rodin já tiveram algumas obras expostas na Villa Francioni, além de artistas locais, como Adriana Freitas, Rodrigo de Haro e Luciano Martins.

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http://www.villafrancioni.com.br/





segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

DESTINO DE SERRA PARA CURTIR O FRIOZINHO O ANO TODO

Você é da turma que sofre com o calor e não vê a hora que o inverno chegue para dormir enroladinho no cobertor e deliciar-se com chocolate quente em frente à lareira? Pois foi pensando em pessoas como você, que sonha viver em lugares onde a temperatura média não passa dos 15º C, que selecionamos o melhor destino de serra em Santa Catarina para servir de refúgio em qualquer época do ano.    



Situada no Planalto Serrano de Santa Catarina, a 1.350 metros de altura, São Joaquim é uma das cidades mais frias do Brasil, registrando média mínima de 4,7°C durante o mês de julho. É, inclusive, uma das únicas regiões do País que, de vez em quando, registra precipitação de neve. Lagos e lagoas chegam a congelar no auge do inverno, quando a cidade enche de turistas. Para se esquentar, uma boa pedida é visitar a vinícola Villa Francioni. É possível também fazer arvorismo, escalada e rapel pela região. Para fugir das ruas lotadas e congestionadas, vá fora da temporada.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

SERRA CATARINENSE BERÇO DO TURISMO RURAL

Serra Catarinense, também chamada de Planalto Serrano, disputa a atenção dos turistas com a vizinha toda poderosa gaúcha, mas tem muito a oferecer em atrações. Morros, campos, cânions, cachoeiras, nascentes de rios e lagos formam um cenário que se espalha por várias cidades serranas, como São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Lages, Urubici, Urupema, Painel, Bom Retiro, entre outras. A região possui 18 cidades com populações que vão de dois mil a 160 mil habitantes. 

O lugar é ideal para quem procura descanso e um contato direto com o cotidiano de uma fazenda. A tradição marca presença em fazendas da Coxilha Rica, península situada entre os rios Lavatudo, Pelotas e Pelotinhas. Na região, que tem 800 quilômetros quadrados, é possível visitar casas do século 19 e, mais que isso, se hospedar nelas. Móveis da época e uma decoração rústica dividem espaço com a fartura da mesa de café-da-manhã, que reúne delícias típicas da vida rural. Um exemplo é a Fazenda São João, de 1800, a 54 quilômetros do centro de Lages, que hoje abre seus oito quartos para hóspedes, incluindo o jantar e o café da manhã do dia seguinte. 


Mas nem só de sossego vive a Serra Catarinense. Quem gosta de aventura também tem várias opções, como caminhadas por trilhas, trilhas para veículos 4x4, banhos em cachoeiras belíssimas (se o frio deixar), caminhadas para observação de pássaros, tirolesa, rapel, entre outras atividades. 


Turismo rural 



Lages, o maior município da Serra Catarinense, tem 160 mil habitantes e é considerado o berço do turismo rural no Brasil. Foi lá que as primeiras fazendas se transformaram em hotéis, na década de 80, oferecendo aos turistas o cenário ideal para um contato direto e genuíno com a natureza e com o ambiente rural. Os visitantes podem ter experiências típicas da fazenda, como cavalgadas, ordenha de vacas, pescarias, churrasco a moda gaúcha e festas típicas nos famosos galpões crioulos, regadas a música campeira e comida feita em fogão a lenha. 


A tradição das fazendas continua, mas a modernidade chegou para aumentar o conforto dos hóspedes. No Hotel Fazenda Boqueirão, por exemplo, aquecimento central, antenas parabólicas, acesso a internet, piscina coberta e aquecida, sauna, massagem e outras regalias somaram-se ao ambiente da fazenda. Terceiro hotel de turismo rural no Brasil (os dois primeiros também ficam em Lages), o Boqueirão fica em uma área de 7.500.000 metros quadrados. Além dos passeios a cavalo, que tem como atração a lida campeira e o cotidiano da fazenda em plena atividade, as trilhas do Boqueirão Trail em veículos 4x4 pela região da Coxilha Rica são imperdíveis. Os visitantes podem apreciar as fazendas históricas, que preservam cenários e tradições centenárias. 

A modernidade e o conforto também estão presentes no Rio do Rastro Eco Resort, em Bom Jardim da Serra. Com chalés aconchegantes a beira de um lago, o hotel fica a 220 quilômetros de Florianópolis e as margens do Parque Nacional de São Joaquim. Entre os destaques da estrutura do Rio do Rastro estão camas king-size, calefação, lareira e jacuzzi dentro do quarto. O Casarão, construção que concentra as atividades de lazer do hotel, oferece academia de ginástica, sala de TV com acervo de DVDs, salão de jogos, piscina coberta e aquecida, bar, loja de souvenirs, além de jacuzzi ao ar livre. Os aventureiros, que não se contentam apenas com os momentos de relaxamento no hotel, podem se esbaldar em passeios pelos arredores da fazenda, a pé, a cavalo ou em veículos 4x4. Guias acompanham os hóspedes a passeios como cavalgadas ao Cânion da Ronda, caminhada pela Trilha do Puma Solitário, pesca de truta, entre outros. O Morro da Igreja e o Morro do Corvo Branco, em Urubici, também são opções de passeios mais distantes pela região. 


A Europa é aqui? 

A Serra Catarinense também é um convite pra quem quer conhecer o inverno mais europeu do Brasil. Apesar de decepcionar algumas pessoas, que não conseguem ver a tão esperada neve nos poucos dias em que visitam a região, o inverno de 1996 entrou para a história e na memória dos habitantes como o mais frio dos últimos tempos.Na época, além de neve mais abundante, a temperatura chegou a 17 graus negativos em Urubici, mais precisamente no Morro da Igreja, que tem 1822 metros de altitude. Em 2007, no dia 29 de maio, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), São Joaquim registrou cinco graus negativos, batendo um recorde que pertencia ao ano de 1968. E até hoje tem gente comentando também o rigoroso inverno de 2000.


Se a neve não dá as caras sempre, a geada é mais presente, mesmo quando oficialmente, pelo calendário, ainda é verão. Não adianta se empolgar se a noite está estrelada. Ao acordar, você pode ser surpreendido com um cenário branco e ser incapaz de enxergar um palmo a frente do seu nariz. As geadas chegam a acontecer cerca de 40 vezes por ano, quando o orvalho da manhã congela. Dai as placas de cuidado: gelo na pista cumprem a sua função. Algumas vias de acesso, como as serras do Rio do Rastro e do Corvo Branco, ficam intransitáveis. 

Dicas 


Não se decepcione se não conseguir fazer alguns passeios por causa do mau tempo e da névoa. Alguns simplesmente não valem a pena se a névoa estiver forte, e o tempo na Serra Catarinense é imprevisível. O Cânion das Laranjeiras (a 20 quilômetros do centro de Bom Jardim da Serra), é um exemplo. Localizado na Fazenda Santa Cândida, o acesso ao cânion é feito por trilhas acompanhadas por guias e não faz sentido caminhar por cerca de 40 minutos, chegar ao topo e não enxergar um passo a sua frente. 


Leve roupas confortáveis e ideais para trilhas. Algumas são bem tranquilas, ideais para iniciados, como a do Puma Solitário, no Rio do Rastro Eco Resort, em Bom Jardim da Serra.


Mesmo que opte por conhecer a Serra Catarinense no verão, leve roupas de frio. A noite e muitas vezes até durante o dia, a temperatura fica mais baixa e o frio é úmido. 

domingo, 16 de outubro de 2016

ESTRADA MAIS INCRÍVEL DE SANTA CATARINA

Para aqueles que adoram viagem de carro, selecionamos a que atravessa o mais belo cenário de Santa Catarina. 

SERRA DO RIO DO RASTRO (SC 438)

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Como chegar: acesso por Bom Jardim da Serra.


Veículo mais apropriado: o carro precisa ser bem estável, mas não há nenhuma recomendação específica.
Entre Bom Jardim da Serra e Lauro Muller, cidades da serra catarinense, a estrada desce a Serra do Rio do Rastro, em um percurso de 35 quilômetros muito bonito, mas bem perigoso. Muitas curvas fechadas fazem parte do cenário na SC-438 e, durante o inverno, uma fina camada de gelo pode cobrir a pista estreita.
No trajeto feito na SC-438, a uma altitude de 1.467 metros, há alguns quiosques para quem quiser descer e admirar a bela paisagem coberta pela mata Atlântica.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

ROTEIRO DE INVERNO SERRA CATARINENSE

Diferente do vizinho Rio Grande do Sul, os destinos serranos catarinenses resumem-se a poucas localidades. O que não quer dizer nada, já que atrações não vão faltar e o termômetro frequentemente costuma registrar temperaturas inferiores às das cidades gaúchas.
Iniciando o roteiro por Florianópolis, siga pela BR-101 Sul e logo vire na BR-262, a rodovia que levará ao topo do estado. Antes do início do trecho serrano, uma parada para conhecer as termas de Santo Amaro da Imperatriz. Os abastados podem usufruir da estrutura do Plaza Caldas da Imperatriz Resort & Spa, mas um balneário próximo garante o banho quente para todos os mortais. Apesar do frio, muitos se arriscam nas aventuras radicais do município, como o rafting no Rio Cubatão do Sul.
A ascensão pela BR-262 não requer muita habilidade dos motoristas (bem diferente da descida pela Serra do Rio do Rastro no fim do roteiro), somente paciência com as carretas. Apenas discreto, o visual não chega a provocar suspiros. Alguns quilômetros após Bom Retiro, é hora de deixar a estrada principal e seguir pela SC-430. Ainda pouco conhecida nacionalmente – o que não deixa de ser uma tremenda injustiça, Urubici sintetiza o melhor da serra catarinense. Casais encontram facilmente uma pousadinha aconchegante, trutas fresquíssimas protagonizam as cartas dos restaurantes e atrações naturais aparecem a rodo nas cercanias do município. Não deixe de subir – de carro – no Morro da Igreja: lá foi registrada a mais baixa temperatura brasileira da história (-17,8ºC) e sua vista com a singular Pedra Furada ao fundo deslumbra qualquer um. Próxima do Centro, a Cachoeira do Avencal rende belas imagens para um cartão-postal, mas o frio torna o banho nem um pouco convidativo.

Retornando para a BR-262 em um trecho que alterna aclives e declives, Lages é o próximo ponto de parada. Esqueça a área central sem graça alguma e aposte seu tempo na zona rural da cidade, onde ficam os famosos hotéis fazendas que serviram de base para o que chamamos hoje de turismo rural, com a participação mais ativa do hóspede no dia a dia do local. No universo gastronômico, visitar Lages no inverno é ter a oportunidade de provar várias receitas que tem o pinhão como base.

Completando a tríade dos grandes destinos da serra catarinense, São Joaquim tinha apenas o frio e o marketing como aliados até bem pouco tempo atrás. No mínimo sinal de neve, a cidade superlotava de gente. Desde a implantação da Vinícola Villa Francioni, turistas chegam à cidade nos 365 dias do ano – além de belíssima, a vinícola produz ótimos vinhos.
Prepare-se para o momento rodoviário mais especial e dramático do roteiro: a descida da Serra do Rio do Rastro. Para saber o que virá pela frente, pare no mirante em Bom Jardim da Serra. À primeira vista o cenário é belo e assustador. Essa sensação é confirmada na primeira das 284 curvas - ou seriam cotovelos – em meros 25 km da estrada. A descida é lenta por dois motivos: a natural apreensão na direção e a vontade de tirar inúmeras fotografias.

Se a viagem começou com banhos termais, pode terminar da mesma forma, aproveitando a boa estrutura hoteleira de Gravatal - o Hotel Internacional tem o melhor balneário da região.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

ROTEIRO VALE DO ITAJAÍ E SERRA CATARINENSE

Itajaí (1 dia)
Com praias quase tão badaladas quanto as da vizinha Balneário Camboriú, a cidade pode ser um bom ponto de partida para explorar o vale seu entorno e todo o interior.


Blumenau (3 dias)
Depois de Brusque, famosa pelas lojas de roupas, surge Blumenau, com uma tradição germânica evidente na arquitetura, na boa cerveja, na culinária e na Oktoberfest, em outubro.


Jaraguá do Sul (1 dia)
Importante polo industrial, conta com boas malharias e com o bom Parque Malwee. No caminho está Pomerode, cidade mais alemã do país.

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Timbó (4 dias)
O Rio Itajaí-Açu reina nesse recanto natural formado por cânions e cachoeiras. Um rafting fantástico se destaca entre atividades como trekking, cicloturismo e cascading.


Lages (2 dias)
Quem vence a longa subida à principal cidade da Serra Catarinense é recompensado com a hospitalidade nos hotéis-fazenda – os pioneiros do turismo rural no Brasil.


Urubici (3 dias)
Brrrrr! Os termômetros nas alturas do Morro da Igreja já chegaram a marcar -17,8ºC. Além do inverno, em que por vezes neva, a região tem um centro simpático, cachoeiras e trilhas para ecoturismo.


Depois de aproveitar o frio – e o bom vinho – nas montanhas mais geladas do país, nada encanta mais que a descida da Serra do Rio do Rastro. A cidade mais próxima é Bom Jardim da Serra, com impressionantes cânions e cascatas. Lá embaixo, Criciúma encerra a viagem de forma apetitosa com a receita italiana da galinha com polenta no fio, servida nos restaurantes de Nova Veneza.

domingo, 22 de maio de 2016

SÃO JOAQUIM

Em São Joaquim, o frio é a grande atração: a temperatura aqui já chegou a -10ºC (e pode nevar no inverno). Em qualquer estação, vale a pena visitar a Vinícola Villa Francioni. Atenção: a oferta de caixas eletrônicos é bem limitada. A cidade fica próxima (46km) de Bom Jardim da Serra, município colado à cinematográfica Serra do Rio do Rastro..


HOSPEDAGEM sugestão



BRANCA DE NEVE


RESTAURANTE sugestão

PEQUENO BOSQUE


ATRAÇÕES
passeio


O sonho do fundador, Dilor de Freitas, materializou-se em um edifício admirável. As paredes, construídas com restos de ruínas de casas da região, e os vitrais, trazidos do Uruguai, protegem uma fábrica sustentável de vinhos, alguns deles premiados. O passeio guiado (1h30) começa com um vídeo que conta a história do lugar, segue com um tour pela propriedade e termina em uma aula-degustação. 




aventura

SNOW VALLEY

Na entrada da cidade, tem muro de escalada, pêndulo, arvorismo e trilhas que podem ser feitas com quadriciclo. 


evento


Realizada entre o final de abril e começo de maio, promove shows, rodeio crioulo (com cavalos), seminários e venda de maçãs e derivados.

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compras

EMPÓRIO QUATRO ESTAÇÕES

Em frente ao centro de atendimento de visitantes, vende artesanato e objetos para a casa, além de geleias, frutas cristalizadas e biscoitos da cooperativa de funcionárias da Vinícola Sanjo.

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VINÍCOLA SANJO

Uma das maiores produtoras de maçã do país vende as frutas frescas, secas, vinhos e espumantes também produzidos pela marca, além dos biscoitos e chocolates caseiros feitos pela cooperativa de funcionárias.

Av. Irineu Bornhausem, 677( 49) 3233-7300